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domingo, 6 de dezembro de 2009

Semeando

Dona Angélica era professora. Residia numa pequena cidade e dava aulas numa vila próxima. Não era considerada uma pessoa equilibrada por causa do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito.
Os alunos da escola da primeira classe consideravam-na uma pessoa muito estranha.

Eles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela tinha pouco juízo. Pela janela do comboio, dona Angélica fazia acenos como se estivesse a dizer adeus a alguém invisível aos
olhos de todos.
As crianças faziam zombarias e criticavam-na, mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas. Todos, inclusive os pais e os professores, achavam-na pouco normal, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.
Os anos passavam e a situação continuava na mesma. Várias gerações receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e abençoados.

Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida. Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devoção quase maternal. Certo dia enquanto viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma carruagem do comboio, movimentava, como sempre, as mãos para fora da janela.
Os alunos sentados na parte de traz sorriam maliciosamente quando Alberto, o seu aluno de dez anos, sentou-se ao seu lado e, com ternura lhe perguntou:
"- Professora, porque insiste em continuar com essas atitudes estranhas?

- Porque dizes isso, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.

- Ora, professora - continuou ele,
- Você está a abanar as mãos para os animais ou... outra coisa. Isso não é estranho?
A professora amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:
- Olha para a minha bolsa - e apontou para o interior do objecto de couro forrado.
- Vê o que há lá dentro?
- Sim - respondeu Alberto.
- Eu vejo que há alguma coisa lá dentro, mas o que é?
A professora respondeu calmamente:
- É pólen de flores. São pequenas sementes...
- Há quase vinte anos eu passo por este caminho, vou e venho da escola. A estrada, antes, era feia, árida e desagradável.
- Eu tive a ideia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e atiro-as pela janela...
- Sei que cairão em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, transformar-se-ão em plantas e produzirão flores, dando côr e alegria à paisagem.

- Como podes perceber, a paisagem já não é mais árida e desagradável. Há flores de diversos tipos e suave perfume que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados."


Retirado e adaptado do livro infantil "O Semeador" Texto: Amélia Rodrigues/Divaldo Franco

Na vida, todos somos semeadores... Uns semeiam flores e descobrem belezas, perfumes e frutos.
Outros semeiam espinhos e ferem-se nas suas pontas agudas. Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal... Felizes são aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade, de afecto...

domingo, 29 de novembro de 2009

A Ponte

Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a sua primeira grande desavença, durante toda a vida trabalharam lado a lado, repartiram as ferramentas e cuidaram um do outro.
Durante anos percorreram uma estreita, porém, comprida estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutarem da companhia um do outro. Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois amavam-se. Mas agora tudo tinha mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abri-la, viu um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão, que lhe disse:
- Estou à procura de trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?

- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho, na realidade, do meu irmão mais novo. Brigamos muito e não posso suportá-lo
mais. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise vê-lo mais.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.

- Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando.
Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, os seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! No seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou:
- Você foi muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!

No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte.

Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.

- Não, espere! - disse o mais velho. Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.

O carpinteiro então lhe respondeu:

- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para construir. - Autor Desconhecido

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com os nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente os nossos inimigos...
De que é que está à espera? Que tal começar agora!!! Muitas vezes desistimos de quem amamos por causa de mágoas e mal entendidos.
Vamos deixar isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém tem que dar o primeiro passo.
Quanto mais amigos tiver, melhor se vai sentir, sabe por quê?
É muito bom AMAR, e ser AMADO é ainda melhor.
Pense nisso e Construa Pontes ao seu redor.

domingo, 13 de setembro de 2009

Que Família!


Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:
_ “O que é que aconteceu?”
Ela respondeu:

_ “Lê isto. É a redacção de um aluno.”
“Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.”
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
_ “Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais!”
E ela olhou-o e respondeu:
_ “Esta redacção é do nosso filho.”

autor: desconhecido


Um menino que queria ser um televisor!? Que tipo de Família estamos a edificar?

Nestes tempos que correm o conceito de FAMÍLIA vive em crise e tudo porque o que é essencial pra uns não o é necessáriamente para outros por isso esta história veridica ou não, prova o quanto precisamos de ponderar sobre a importância que se dá à Família.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Se o Amanhã Não Vier

Este texto que encontrei na net, ele fala de coisas que já ouvimos muitas vezes mas que devido às circunstâncias destes últimos dias, vale a pena relembrá-las, assim como também tentar pô-las em prática.

“Se eu soubesse que esta seria a última vez que eu veria você dormir, eu aconchegaria você mais apertado e
rogaria ao Senhor que protegesse você.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu abraçaria, beijaria e chamaria
você de volta para abraçar e beijar uma vez mais.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração, eu filmaria cada gesto, cada palavra sua para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.
Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um ou dois minutos extras para parar e dizer:
"EU TE AMO", ao invés de assumir que você já sabe disso.
Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar:
"Bem, eu tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia".
"É claro" que haverá um amanhã para se fazer uma revisão e nós teremos uma segunda chance para fazer
as coisas da maneira correta.
"É claro" que haverá um outro dia para dizermos um ao outro: "EU TE AMO" e certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro: "Posso te ajudar em alguma coisa?"
Mas no caso de eu estar errado e hoje ser o último dia que temos, eu gostaria de dizer:
"O QUANTO EU AMO VOCÊ” e espero que nunca nos esqueçamos disso".
O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho e hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a pessoa que você ama.
Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje? Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria.
Então, abrace o seu amado, a sua amada hoje, bem apertado.
Susurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o(a) ama e o quanto o (a) quer junto de você. Gaste um tempo para dizer:

"Me desculpe",

"Por favor”,

“Me perdoe",

"Obrigado",

ou ainda,

"Não foi nada”,

“Está tudo bem".
Porque se o amanhã não chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje. Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue.”
autor- desconhecido


A ti Tiago, à tua família e a todos os restantes amigos que te acompanharam na tua despedida a este mundo terreno, dedico este texto como tua amiga, “irmã” em Cristo e uma mãe em Sião que precisa também de seguir estes conselhos. Que Deus te guarde para o Seu louvor!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Você sabe do Celso ????

Apropósito das esperas que eu e o meu marido sempre sofremos no hospital recebi esta semana esta mensagem interessante sobre este assunto. Verídica ou não, esta mensagem tem muito de real nos dias que correm. Conta assim:

"- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou...
- Qual é o nome do paciente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?

- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302, por favor!

- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.

- Aqui é o Dr. Carlos plantonista. Em que posso ajudar?

- Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.

- Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente... Um instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias.

- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!

- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302! É que todo mundo entra e sai da porcaria deste quarto e ninguém me diz coisa nenhuma. Eu só queria saber como estou....." autor:desconhecido

enviada por R. Teixeira

domingo, 10 de maio de 2009

Quando ela não faz nada!

O marido chegou a casa, após o trabalho, e encontrou os seus filhos a brincar na rua, ainda vestidos com os pijamas. Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.

A porta do carro da sua esposa estava aberta. A porta da frente da casa também. O cão estava desaparecido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, encontrava mais e mais confusão. A lâmpada da entrada estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado à parede.

Na sala de estar, a televisão estava ligada aos berros com um desenho animado qualquer, e o chão estava coberto de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava a transbordar de pratos; os restos do pequeno-almoço ainda estavam na mesa, o frigorífico estava aberto, havia comida do cão espalhado pelo chão, um copo partido em cima da bancada, e até um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu a correr as escadas, desviando-se de brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
“Será que a minha mulher passou mal?”- pensou ele. “Será que alguma coisa grave aconteceu?"
Logo depois ele viu um fio de água a correr pelo chão, vindo da casa-de-banho. Lá havia mais brinquedos espalhados, toalhas molhadas, papel higiénico no chão, a pasta de dentes sem tampa e a banheira tinha transbordado.
Finalmente, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e a ler uma revista. Ela olhou para ele, sorriu, e perguntou-lhe:

“Como foi o teu dia?”
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou:

“Que é que aconteceu aqui em casa? Por que toda esta confusão?”
Ela sorriu e disse:

“TODO OS DIAS, QUANDO CHEGAS DO TRABALHO, PERGUNTAS-ME:

AFINAL DE CONTAS, O QUE É QUE FIZESTE O DIA INTEIRO DENTRO DE CASA???"
BEM, HOJE EU NÃO FIZ
NADA, FOFO . . .”- (autor desconhecido) enviada por M. Alves

domingo, 3 de maio de 2009

Meu Anjo, Minha Mãe

Uma criança pronta para nascer, perguntou a Deus: “Dizem-me que serei enviado à Terra amanhã... Como vou viver lá, se sou assim pequeno e indefeso?”

E Deus disse: “Entre os meus anjos, eu escolhi um especial para ti. Estará à tua espera e tomará conta de ti.”

Criança: “Mas diz-me, aqui no céu eu não faço nada, a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz... Serei feliz lá?”

Deus disse: “O teu anjo sorrirá e cantará para ti, a cada dia, a cada instante tu sentirás o amor do teu anjo e serás feliz !”

Criança: “Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?”

Deus disse: “Com muita paciência, com muito carinho, o teu anjo ensinar-te-á a falar...”

Criança: “E que farei quando eu quiser falar contigo?”

Deus: “O teu anjo juntará as tuas mãos e ensinar-te-á a rezar!”

Criança: “Eu ouvi dizer que na terra há homens maus, quem me protegerá?”

Deus: “O teu anjo defender-te-á mesmo que isto signifique arriscar a própria vida!"

Criança: “Mas eu serei sempre triste pois não Te verei mais...”

Deus: “O teu anjo sempre te falará sobre Mim, e te ensinará a maneira de vir a Mim e eu estarei sempre dentro de ti!”

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas.

A criança, apressada, pediu suavemente: “Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diz-me por favor, o nome do meu anjo”.

Deus: “Tu chamarás ao teu anjo... Mãe”- (Desconhecido)

(pintura de Simon Dewey, veja mais aqui)

Enviada por P. Moura

História do Dia da Mãe

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.

Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.

Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.

Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.

A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.

Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.

Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.

E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.

Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.

Fonte: blog "ProPortoSeguro".

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Alpinista

Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, então iniciou a sua escalada no Aconcágua, depois de anos de preparação. Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros. Durante a subida foi ficando cada vez mais tarde, e como ele não se tinha preparado para acampar, decidiu continuar a subida... até que por fim ficou escuro. A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens. Ao subir por um caminho estreito, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa. O alpinista via apenas velozes manchas escuras a passar por ele e sentia a terrível sensação de estar a ser sugado pela gravidade. E continuava a cair... E nos seus angustiantes momentos, passaram pela sua mente alguns episódios felizes e Pensava na proximidade da morte, sem solução... De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha. Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou desesperadamente com todas as suas forças: MEU DEUS, AJUDA-ME !!! De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu-lhe:

- QUE QUERES DE MIM MEU FILHO?

- Salva-me, meu DEUS !!!

- REALMENTE ACREDITAS QUE EU POSSO SALVAR-TE?

- Com toda a certeza Senhor !!!

- ENTÃO CORTA A CORDA NA QUAL ESTÁS AMARRADO...-

Após um momento de silêncio e reflexão; o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda, porque pensou que se não o fizesse morreria.

_ Por quê duvidas? Não crês que sou Deus e posso salvar-te?

_ Sim Senhor, mas…

_ Se creres, verás a glória de Deus. Corta a corda!

Conta a equipe de resgate, que no outro dia encontraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda... A APENAS DOIS METROS DO SOLO...

E você? Que está tão agarrado à corda? Cortaria e soltaria a corda ?

Você acredita que está inteiramente nas mãos do Pai ?

Às vezes precisamos tomar decisões que testam a nossa fé em Deus.

Devemos diariamente exercitar a nossa confiança em Deus, lembrar-nos sempre que: "O Senhor nosso Deus segura-nos pela mão e diz: Não temas, eu ajudo-te "- Isaías 41:13.

Você tem que cortar as cordas que o prendem a este mundo, por exemplo: aos vícios, você não pode ficar preso a essa corda, pois é uma corda de morte:

"Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam."- Salmos 18:05.

Deus quer atraí-lo com uma corda chamada amor!

"Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento."- Oséias 11:04.

É pelo medo de nos desapegarmos de certas situações que aparentemente nos oferecem segurança que deixamos de alcançar maiores conquistas. A mesma corda que lhe dá segurança pode também ser o seu fim.

Pense nisso!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O QUADRO

Um homem pintou um lindo quadro. No dia em que o apresentou ao público, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista.
Chegado o momento, tirou-se o pano que tapava o quadro. Houve um caloroso aplauso.
Era uma impressionante figura de Jesus a bater suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro:
A porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:
- A sua porta não tem fechadura! Como se poderá abrir?
- É assim mesmo - respondeu o pintor
Esta é a porta do coração humano. Só se abre do lado de dentro. Muitas vezes, Jesus está a bater à porta do nosso coração. Pare um pouco... Preste atenção, ouça. Cabe a nós abrir ou não a porta para que Nosso Senhor entre...
Muitas vezes Ele bate através de um pedido de desculpas, de perdoar alguém, etc...
Escute-o, não com os ouvidos, mas sim com o Coração.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor,
e, através do céu, passavam cenas da minha vida...
Para cada cena que se passava,
percebi que eram deixados dois pares de pegadas de areia: um era o meu, o outro era o do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós,
olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que, muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei, também, que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me.
E perguntei, então, ao Senhor:
"Senhor! Tu disseste-
me que, uma vez que eu resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre comigo, por todo o caminho... Mas notei que, durante as maiores atribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas... Não compreendo porque, nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste."
E o senhor me respondeu:
"Meu precioso filho, Eu amo-
te e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu te carreguei nos braços."

(veja no website de Mary Stevenson a história original)

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